quinta-feira, 16 de junho de 2011

Medos e espelhos



Ter medo me limita, aguça meus sentidos e me deixa na fronteira entre o humano e o animal. Do que tenho medo? Por que essa reação tão profunda? Qual o motivo dos pêlos eriçados, da taquicardia e da respiração ofegante?
O medo. De onde? De quando? De quem? De nada. Pequenos ruídos, imagens no espelho, reflexos, fantasmas, rostos distorcidos e corações despedaçados. Ter medo me faz sentir igual a fera acuada, fico nervosa, suor gotejando, sentindo e vendo até o que não existe, ouvindo vozes de ninguém, esmurrando o vento, pulando com o barulho do portão.
O medo me fez subir na árvore mais alta, só não me ensinou a descer, mas para isso deverei passar por mais um terror.
Eu vi! Eu vi! Um rosto ali – não era nada, só minha sombra. Pára! Eu senti! Oh, céus é a brisa da noite...
Eu tenho mais medo de noite do que de dia. Talvez seja por que de dia tudo é mais claro, coerente, nítido. De noite tudo se transforma e o mundo de Bob não é tão fantástico assim. Tenho medo de admitir que tenho medo, por que assim, ficarei mais vulnerável. Mantê-los-ei sob 7 chaves e ninguém os verá a não ser que olhem bem meus olhos.
Mas eu não tenho medo de você.

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