domingo, 29 de maio de 2011

Meu eu salvador

Tudo o que eu desejo é que nos livremos daqueles amantes incompletos que vem e vão, e que não sabem o significado de uma respiração sua para aqueles que os ama tão incondicional e platonicamente. Tudo o que quero é que nos livremos desta única concepção que temos, de que só eles nos farão felizes, como se não houvesse outros olhos, outras bocas e outros braços ávidos e prontos para nos olhar, beijar e abraçar. E desejo que paremos de nos iludir com os livros e histórias que outros quaisquer povos queiram viver, e compará-las com a nossa própria história: ela é única, e só nós poderemos vivê-la. Eu desejo, pois já sei que vivemos as mesmas coisas, desejo que se livrem da rotina, porque é isso que acaba com toda a fé no amor. Desejo que se aproveitem do seu olhar que não se encaixa mais ou nunca se encaixou nesta vida a dois, para ressuscitaram aquilo que talvez jamais tenha sido vivo para muitos: o amor puro e diferente, o amor Deus, o amor cola, o amor experiência, o amor inquebrável e indestrutível, o amor de aço, das borboletas no estômago, dos olhares reconhecedores, dos ares mais puros, do mundo mais cristalino, da devoção e da bondade. Aquele amor que faz com que você entenda que finalmente você achou seu lugar na Terra, e fez você entender porque você esteve ali o tempo todo. Desejo que nós possamos desejar a estas pessoas que elas vivam e que nos deixe viver por nós, para sempre, sem que elas nos amem egoistamente, nos cobrando para elas e nos fazendo sofrer, pois para elas o que importa é que sua decisão finalmente seja tomada, independente da dor que nos causa. Independentemente do fato de que no processo, nossa carne seja dilacerada , nossas esperanças sejam perdidas, e paremos finalmente de acreditar que tem amor para nós. Só precisamos voltar, entender o sentido final das palavras, essas que alguma vez nos foram ditas por alguém que saberia seu futuro significado, e nós guardamos ali, por tanto tempo que as tornamos camufladas, mas não imperceptíveis. Só precisamos nos concentrar, pois não existe zona de conforto, literatura, ou certeza perfeita que valha a pena correr o risco de parar de acreditar que temos até o limite do mundo para ganhar o amor.  Temos amor de todas as vidas, temos amor de todos os lados, e podemos sim, fazer o melhor com o que temos nas mãos. E desejo que este seja o último texto que vocês lêem com sentido em se tornar pessoas independentes de seus amores platônicos e egoístas, fazendo com que de fato ele faça efeito em você.  Por que não há ser humano que não resista a uma boa dose de sinceridade irônica a arrogante para se tornar um pouco salvador de si mesmo.
Meu eu dramático.

Por Kaline Lígia [my sister]

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