sexta-feira, 25 de março de 2011

O que eu não sei

Às vezes eu procuro algum motivo para não ficar aqui. E tento dizer para mim mesma que nada é tão importante, que não posso permitir abrir portas. E não quero ficar. Não devo. Mas quando te olho eu perco a graça e me sento entretida a te observar como se fosse uma criança apreciando uma criatura encantada. Eu me calo. Você dorme como um anjo. E eu me calo muda de sentimentos. Não ouço sua voz. Não enxergo seu físico, mas tua luz infantil. De dentro de você sai as mais belas pinturas; não quero mais fugir - eu quero ficar para te ver...
Você é ainda uma incógnita selvagem; já tentei quebrar teu segredo tantas vezes que meu machado quebrou. Só me resta uma saída: esperar o tempo passar. E quanto mais o tempo passa, mais eu gosto de você - sem querer, sem compromisso, sem perversão, sem nada... Só meu coração cansado que se iluminou quando viu teu sorriso crescer para mim.
Eu diria que é salvação. Mas é muito além - talvez Deus, quem sabe. Ou só você e alguma coisa a mais. Dormindo? Sorrindo? Olhando? ... Eu não sei, eu não sei...
Mas em um acaso qualquer você me sorri; em outro fecha seus olhos para mim. E sem nenhum segredo eu sangro gota por gota...
Você sabe, sei que sabe - eu não te guardo segredos, te mostro o que sou e por que ainda fico aqui sentada desejando tocar teu rosto - eu não quero me contentar com fotos, com palavras ditas à quilômetros de distância...
Talvez você tenha entendido ou não, porém a verdade é: eu quero você.