segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Why?

Eu queria te dizer alguma coisa agora. Não dá, não dá... Eu preciso de um pouco de ar, por que agora estou sem, há alguma coisa no meu peito que aperta meu coração e me angustia. Mas deve ser uma saudade... E pode ser muita coisa que não sei lhe dizer ao certo...
Eu me sinto agora nauseada, há muitas borboletas no meu estômago... Eu não quero falar com ninguém... Estou com medo... Medo, muito medo de ter meu coração partido. Medo de não ter mais você por perto. Então por que eu simplesmente te repilo e te trago? Por que você se tornou a única pessoa capaz de me destruir? Por que você e só você tem o poder de me silenciar, de me fazer tremer, de me deixar tonta? Por que... ?
Eu perdi o rumo das perguntas... Perdi a linha dos meus pensamentos... Vê a confusão em que me encontro agora?
Mas é engraçado por que todas as vezes que enxergo seu rosto na minha mente tudo volta ao normal, mas só para que eu sinta... E fico muda pelo sentimento que invade o meu corpo alternando em leves e fortes tremores. Quando me deito solitária na minha cama e olho o teto na escuridão do meu quarto percebo o quanto sou indefesa sem você, posso parecer infantil com meus fantasmas, mas eles parecem ser monstros se não tenho a sua mão na minha para me dizer que não há nada que eu possa temer.
Então cheguei à conclusão de que o que sinto por você só pode ser amor, por que de outra forma eu não saberia nomear. Só pode ser amor por que todas as vezes que admito isso para mim mesma, me sinto livre; por que todas as vezes que durmo eu sinto que estou desprendendo doses nada homeopáticas de amor por você – e isso deve chegar até sua alma, eu sei; e também por que todas as vezes que vou passear de tarde e olho para o céu, enxergo uma paz que antes não via – eu sei disso por que olhei teus olhos tantas vezes e a sensação de que eu estava em um lugar que não era a Terra era muito forte; sim, eu te amo, eu te amo, eu te amo. Eu te amo desse jeito. Desse tamanho que você tem. Com esses olhos, esse nariz, esse cabelo, esse cheiro. Esse beijo. Sim, esse beijo que só você sabe dar para me consumir em um desejo tão ardente que não posso ser uma pessoa controlada todas as vezes que toco seus lábios. Suas mãos. Seus braços. Seus carinhos.
Você. Você. Você. Você... Eu respiro você. Devoro seu nome para que o efeito dele em mim seja duradouro. Eu me lembro de tantas coisas, eu me lembro de pequenos detalhes, mas só não me lembro o porquê eu amo você. Só não sei por que fico tão clichê tentando escrever aquelas palavras batidas e que todo mundo tem decorado, para te dizer. E fico tentando desenhar seu rosto nas nuvens dos fins de tarde. E sempre que vejo uma flor me lembro de você como se fosse uma criaturinha tão indefesa que eu deveria cuidar.
Então sem mais nem menos eu te amo. Por isso quando eu ficar tão insuportável de chata, talvez incomunicável, quem sabe nauseada e até tentando brigar com você saiba que é por que estou tão apaixonada que não sei como lidar com a falta que sinto de você ao meu lado. Nem meu violão me agüenta nesses dias; nem o Max que tanto me ama; nem nenhum dos meus bichinhos de pelúcia; odeio as minhas músicas românticas por que elas tomam o lugar da sua voz na minha cabeça. Odeio o mundo. Odeio tudo. Faço birra e beicinho só por que você não está me mimando; só por que eu te quero o tempo o todo.  Então deve ser por isso por muitas outras coisas o motivo de eu te amar, mas quem sabe mesmo?
Eu não sei e cansei de procurar uma razão. Os dias vão tratar de me responder isso... Mas não importa, eu vou mesmo sempre amar você. 

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