terça-feira, 30 de novembro de 2010

O que é o amor?

Uma centelha que surge. Um caminho que se abre. Uma porta grande e escancarada. Um anjo. Ou alguém. O amor poderia ser qualquer coisa que forme o mundo ou poderia ser a essência de alguma coisa que fez o infinito. Uma máquina? Eu não sei, esqueci de perguntar – mas me deram a resposta e eu não sei responder exatamente.
O que é na verdade o amor? Quem o inventou e o colocou no mundo? Somos mais humanos por amar ou nos tornamos menos humanos quando amamos incondicionalmente? Até onde é certo acreditar em alguém e deixar que essa pessoa te veja por dentro dos olhos?
O amor assassina almas? Do que o amor realmente precisa para existir? Será que eu deixei alguma pista para que ele me encontrasse?, ou eu pedi que ele viesse? Se eu pedi, por que não me lembro?
O amor poderia ser o fruto proibido de Adão e Eva e, depois da desobediência, ele se espalhou pelo mundo. Mas e se Eva quisesse experimentar? Qual seria o maior pecado cometido – o de querer tentar conhecer o desconhecido? E se Deus estivesse guardando o amor naquela árvore como experimento inacabado, seria tão errado Eva procurar um sentido real para ele – o amor? Foi o que eu procurei e toda a resposta que achei foi continuar a amar, mesmo tendo tanto medo de me jogar, ainda sim fui para o topo do abismo enorme que se estendia por um infinito tão precioso quanto os olhos azuis do amor.
Eu não sei ao certo, mas creio que o que vivi foi o amor – e ainda o vivo dentro de mim. Posso ser louca ou posso me fingir de normal para viver os meus dias, mas e quando os dias acabam e a noite vem sussurrando e enchendo o ar de perfumes tão reais que ardem no meu nariz? Poderia jurar que morri – ou que só amo mesmo; tenho até medo e, temendo, vou construindo o meu futuro até chegar aonde cheguei: estou  viva, cumprindo todos os desafios de amar.