domingo, 18 de abril de 2010

Síntese de te amar




Se um dia você partisse desconstruir-me-ia e a minha vida não mais existiria a partir do momento em que meu cérebro processasse que não te tenho mais.
Eu morreria da mesma dor todos os dias, só para saber que você existiu e que nada que eu vivi contigo era mentira ou fantasia.
Eu aceitaria sofrer só para sentir que a realidade da minha dor está associada ao fato da tua pessoa. Eu te amo. Mas eu não te amo como se ama no vento, eu te amo nas chuvas e nas tempestades quando elas vêm para provar o meu amor. Eu te amo nos raios, relâmpagos e nos trovões. Eu te amo no sol e na primavera, onde o desabrochar das flores mostram a beleza sincera de tudo o que sinto. Amo-te no outono quando as folhas secas caem e só o meu amor perdura, te amo inverno quando no frio requer o teu calor humano.
Amo-te assim, no mais das questões e em cada linha escrita deste texto, amo-te como nenhuma criatura já amou. Amo-te na sua constituição com todas as tuas linhas visíveis e invisíveis. Amo-te no claro e no escuro. Amo-te a cada olhar, a cada passo e a cada perfume que me invadem as narinas quando respiro a longos haustos você. Amo-te na razão e na inconsciência. Quando mergulhada no meu eu viajo procurando em meu íntimo uma verdade e quando encontro-a é teu nome que vejo.
Amo-te no ridículo, quando todo mundo me vê e me descrê. Mas a minha única perturbação seria se você não acreditasse em mim.
Eu te amo.

Caroline Pessoa

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