quarta-feira, 17 de março de 2010

Império das águas



Da solidão e destes espaços em branco

Caminho e nada sinto.

A caneta não me deixa escrever

E a natureza não me inspira as poesias.

O tempo continua passando e

Ainda estou sentada aqui, observando

As águas que vem e que vão.

Águas escuras que levam um pouco de mim

Cada vez que as ondas quebram na praia.

Águas frias que representam a minha solidão.

Águas turvas iguais a minha confusão.

Imóvel neste lugar e ainda sim, lágrimas escorrem

Por meu rosto surrado e pálido.

Eu não enxergo mais um caminho,

Nem mesmo sei se ainda desejo enxergá-lo.

Por quanto tempo ainda viverei assim?

Os anjos não me escutam...

O silêncio rasgado dos céus debocha da minha agonia.

Neste pedaço oco da minha matéria, ainda vive a essência deste meu ser infeliz

Chamando pela gentileza das águas negras,

Clamando pelo doce beijo que irá levar-me

Até onde o nunca impera.


Por Caroline Pessoa

2 comentários: